Publicação do acervo de 2014. O conteúdo foi preservado e não representa informação atualizada.
No mês de junho de 2014, as exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram o montante de US$ 9,61 bilhões, o que representa um crescimento de 4,7% em comparação aos US$ 9,18 bilhões exportados no mesmo período do ano anterior. No que tange às importações, a cifra alcançada em junho foi de US$ 1,21 bilhão, com decréscimo de 5,0% sobre o valor adquirido no mesmo mês de 2013 (US$ 1,28 bilhão). Dessa forma, o saldo da balança comercial do agronegócio no mês foi de US$ 8,40 bilhões (+6,3%).
O principal setor exportador do agronegócio continua sendo o complexo soja, com vendas externas de US$ 4,62 bilhões (+10,5%) e 8,73 milhões de toneladas embarcadas (+10,6%). O produto de maior receita dentro do setor foi a soja em grão, com o valor de US$ 3,57 bilhões (+4,0%) e quantum comercializado de 6,89 milhões de toneladas (+6,1%). Complementando o setor, as exportações de farelo de soja geraram uma receita de US$ 918 milhões (+48,5%), com embarque de 1,68 milhão de toneladas (+32,8%), e as vendas de óleo de soja atingiram a marca de US$ 134 milhões (+3,9%), com 152 mil toneladas negociadas (+22,2%).
O segundo setor em vendas no mês de junho de 2014 foi o setor de carnes, com a cifra de US$ 1,42 bilhão (+11,3%) e quantum de 489 mil toneladas comercializadas (+1,3%), além de expansão de 10,0% no preço médio de venda dos itens do setor. As exportações de carne de frango alcançaram a cifra de US$ 617 milhões (-2,4%), com o embarque de 296 mil toneladas (-3,1%) e preço médio de US$ 2.081 por tonelada (+0,8%). Já as exportações de carne bovina geraram US$ 582 milhões em receita no período destacado (+19,3%), com a comercialização de 124 mil toneladas (+10,4%), e aumento de 10,4% no preço médio do produto (US$ 4.699 por tonelada). Em seguida, se destacaram as vendas de carne suína e carne de peru, com as cifras de US$ 167 milhões (+70,1%) e US$ 22 milhões (-20,6%), respectivamente.
O complexo sucroalcooleiro, terceiro principal setor do agronegócio no mês, exportou a quantia de US$ 867 milhões (-24,5%), com o embarque de 1,99 milhão de toneladas (-18,1%) e queda no preço médio praticado no mercado internacional de 7,8% (US$ 436 por tonelada). O açúcar foi o principal item comercializado, com 87,1% das vendas do setor em junho de 2014, e contribuiu com US$ 755 milhões (-21,2%) e 1,86 milhão de toneladas exportadas (-15,8%), com o preço médio de US$ 407 por tonelada (-6,4%). As vendas de álcool apresentaram queda de 40,8%, com a cifra de US$ 112 milhões, e retração no volume embarcado de 40,1%, com 134 mil toneladas.
Os produtos florestais foram o quarto principal setor do agronegócio em junho, com vendas de US$ 792 milhões (+1,3%) e 1,35 milhão de toneladas (+8,1%). Papel e celulose lideraram as exportações do setor, com o montante de US$ 592 milhões (+2,6%) e quantum de 1,08 milhão de toneladas (+17,8%), enquanto que madeiras e suas obras apresentaram vendas externas de US$ 201 milhões (-2,3%) e 269 mil toneladas (-18,7%).
Completando os cinco principais setores do agronegócio do mês de junho, o setor cafeeiro conseguiu US$ 552 milhões em exportações (+39,8%) para um total de 165 mil toneladas comercializadas (+25,0%), com o seu preço médio atingindo a marca de US$ 3.348 por tonelada, o que significou um incremento de 11,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os cinco maiores setores do agronegócio no mês, considerados em conjunto, participaram com 85,9% de todas as exportações do agronegócio no período. Tal desempenho representou um aumento de 1,1 ponto percentual em relação à participação das vendas dos cinco principais setores do agronegócio em junho de 2013 (84,8%), o que demonstra a concentração da pauta exportadora no período considerado.
No que se refere às importações do agronegócio realizadas, os principais produtos adquiridos no mercado externo foram: papel e celulose (US$ 143 milhões); trigo (US$ 103 milhões); pescados (US$ 95 milhões); lácteos (US$ 39 milhões); e óleo de palma (US$ 38 milhões).
Em relação às exportações do agronegócio brasileiro sob a ótica dos blocos econômicos, em junho de 2014, o principal destino foi a Ásia, com participação de 42,6% sobre o total das vendas no período e um montante de US$ 4,09 bilhões, o que significou retração de 8,8% em relação aos US$ 4,49 bilhões exportados no mesmo mês de 2013. A União Europeia permaneceu na segunda colocação, com o montante de US$ 2,24 bilhões, apresentando crescimento de 18,7% em valor e incremento de participação de 2,8 pontos percentuais, passando a 23,4% de share. Em conjunto, a participação desses dois destinos chegou a 66,0% de todas as exportações do agronegócio brasileiro no período. Valer destacar que, dos onze blocos selecionados na Tabela 2, cinco apresentaram crescimento das importações de produtos brasileiros entre os dois períodos: a já citada União Europeia, a Aladi (+53,4%), a Europa Oriental (+27,9%), Nafta (+21,3%) e Oriente Médio (+11,4%).
No que tange às exportações do agronegócio por países, o principal destino dos produtos brasileiros continua sendo a China, com a cifra de US$ 2,81 bilhões e queda de 8,5% em valor, o que representou perda de 4,2 pontos percentuais na participação chinesa nas exportações do agronegócio brasileiro. Em relação ao dinamismo das vendas externas, os principais destaques ficaram por conta da Venezuela, com aumento de 114,7% das aquisições de produtos brasileiros, França (+112,0%), Rússia (+84,4%), Emirados Árabes Unidos (+56,3%) e Espanha (+30,8%).
Resultados de Janeiro a Junho de 2014
No primeiro semestre de 2014 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 49,11 bilhões, o que representa queda de 0,9% em relação ao primeiro semestre de 2013. As importações, por sua vez, foram de US$ 8,33 bilhões, ampliando em 0,2%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o saldo da balança comercial foi superavitário em US$ 40,78 bilhões.
Os produtos de origem vegetal foram os que mais contribuíram para a queda nas exportações, com redução de -2,5%. Somente as vendas externas do complexo sucroalcooleiro sofreram perda de US$ 1,74 bilhão, enquanto as exportações de cereais, farinhas e preparações reduziram US$ 1,60 bilhão e do setor de fumo caíram US$ 459,81 milhões. Por outro lado, houve crescimento de US$ 2,89 bilhões nas exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), além do incremento de US$ 268,27 milhões e US$ 206,36 milhões nas vendas de couros e produtos florestais, respectivamente.
Em relação ao valor exportado, o principal setor da balança do agronegócio foi o complexo soja, com US$ 20,20 bilhões, o que representa crescimento de 16,7% ante 2013. As vendas de grão foram de US$ 16,12 bilhões, isto é, cifra recorde para um primeiro semestre, resultante da ampliação na quantidade embarcada (de 26,10 milhões de toneladas para 31,80 milhões de toneladas), que compensou a retração de 4,2% no preço médio do produto. As exportações de farelo e óleo somaram US$ 3,50 bilhões e US$ 577,85 milhões, respectivamente. Enquanto o farelo observou crescimento tanto em valor (21,9%), quantidade (13,1%) e preço (7,8%), o óleo sofreu queda de 8,2% em valor em função da retração no preço em 17,4%, que não foi compensada pela ampliação do quantum em 11,1%.
Em seguida, destacaram-se as exportações de carnes, com US$ 8,15 bilhões, ou seja, 0,3% acima dos US$ 8,13 bilhões exportados no primeiro semestre de 2013. O produto mais exportado pelo setor foi carne de frango, com US$ 3,71 bilhões. Contudo, esse montante representa queda de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as vendas haviam atingido US$ 4,09 bilhões. Tal resultado deriva da queda no preço (-9,8%), que não foi compensada pela ampliação na quantidade embarcada (0,6%). A carne bovina, por sua vez, atingiu a cifra recorde de US$ 3,38 bilhões (+12,1% sobre 2013), em função da ampliação no quantum (11,1%) e no preço médio (0,9%). Também houve crescimento na carne suína, que passou de US$ 627,52 milhões para US$ 696,54 milhões (+11,0%).
O terceiro setor no ranking de exportações foi o de produtos florestais, cujas exportações alcançaram US$ 4,87 bilhões (+4,4%). As vendas de papel e celulose (US$ 3,59 bilhões) cresceram 3,9%, graças à expansão da quantidade (de 5,7 para 6,27 milhões de toneladas), que compensou a queda de 5,5% no preço. As exportações de madeira e suas obras observaram o mesmo desempenho, com ampliação de 6,1% em valor e 13% em quantidade, apesar da queda de 6,1% no preço.
A despeito da queda nas vendas externas, o complexo sucroalcooleiro ocupou a quarta posição em termos de valor exportado (US$ 4,50 bilhões). O açúcar, principal produto do setor, registrou US$ 3,97 bilhões em vendas, o que significa queda de 27,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado decorre da retração no quantum (de 11,8 para 10,11 milhões de toneladas) e também no preço (de US$ 463 para US$ 393 por tonelada). As vendas de álcool também caíram (-32,5%), somando US$ 521,58 milhões.
Por fim destacam-se as vendas de café, que somaram US$ 2,91 bilhões. Esse montante representa incremento de 4,8% ante o primeiro semestre de 2013, período em que as exportações somaram US$ 2,78 bilhões. As vendas externas de café em grãos foram de US$ 2,61 bilhões e resultaram da ampliação da quantidade embarcada (+18,7%), que mais do que compensaram a retração de 9,1% no preço médio. O café solúvel, no entanto, sofreu queda de 19,2%, alcançando US$ 265,29 milhões em exportações no semestre.
Em conjunto, os cinco setores destacados acima somaram US$ 40,62 bilhões em exportações, sendo responsáveis, portanto, por 82,7% das vendas externas do agronegócio brasileiro no período. Em 2013, os cinco principais setores foram: complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e cereais, farinhas e preparações. A queda nas vendas de milho (-54,9%), no entanto, levaram o setor de cereais a ocupar a sétima posição no ranking do primeiro semestre em 2014.
Nas importações de produtos agropecuários destacaram-se as compras de trigo (US$ 935,05 milhões), papel e celulose (US$ 880,61 milhões) e pescados (US$ 815,84 milhões). As aquisições de trigo e papel e celulose sofreram redução de 20,2% e 3,5%, respectivamente, enquanto as importações de pescados aumentaram 13,9%.
Fonte: MAPA
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